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Pesquisa da UNIFAL-MG explora benefícios da musicoterapia para mulheres com câncer de mama

Revisão integrativa da literatura científica revela o potencial da prática musical como aliada no enfrentamento da ansiedade no período pré-operatório

(Imagem: Canva Pro)

O estudo “Influência da Musicoterapia na ansiedade de mulheres com neoplasia mamária em pré-operatório: revisão integrativa”, publicado na revista Advances in Nursing and Health e conduzido na UNIFAL-MG, aborda o poder da musicoterapia como aliada no enfrentamento da ansiedade em mulheres diagnosticadas com câncer de mama, especialmente no período que antecede a cirurgia. A pesquisa, uma revisão integrativa da literatura científica, analisou minuciosamente uma série de estudos sobre o tema, consolidando evidências que apontam para os benefícios significativos da prática musical no bem-estar emocional dessas pacientes.

A iniciativa partiu da crescente necessidade de identificar abordagens terapêuticas não farmacológicas que pudessem complementar os tratamentos convencionais e oferecer um suporte mais abrangente às mulheres que enfrentam o câncer de mama. “O período pré-operatório é um momento particularmente desafiador, marcado por incertezas, medos e angústias”, explicam as pesquisadoras. “Acreditamos que a musicoterapia pode ser uma ferramenta valiosa para ajudar essas pacientes a lidar com o estresse e a ansiedade, promovendo um maior equilíbrio emocional e uma melhor qualidade de vida.”

Anna Paula Lemes de Oliveira e Raiane Cristina Salgado são as pesquisadoras principais do estudo (Fotos: arquivo pessoal)

A revisão integrativa foi conduzida por uma equipe multidisciplinar da UNIFAL-MG, composta por Raiane Cristina Salgado, graduada em Enfermagem e pesquisadora principal do estudo; Anna Paula Lemes de Oliveira, graduada em Medicina e também pesquisadora principal; Andreia Cristina Barbosa Costa, docente da Escola de Enfermagem da UNIFAL-MG, responsável pela orientação do estudo; Bianca Silva de Morais Freire, mestre pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UNIFAL-MG e colaboradora do estudo; e Isabelle Cristinne Pinto Costa, docente da Escola de Enfermagem da UNIFAL-MG, também colaboradora do estudo.

Através de uma análise rigorosa de diversos estudos, a equipe da UNIFAL-MG identificou que a musicoterapia se mostrou eficaz na redução dos níveis de ansiedade em pacientes submetidas a cirurgias e procedimentos diagnósticos, como a biópsia. “Observamos que a intervenção musical proporciona um relaxamento profundo, aliviando a tensão e o medo”, destacam as pesquisadoras. “Além disso, a musicoterapia estimula a liberação de neurotransmissores associados ao bem-estar, como a serotonina e a dopamina, promovendo um estado de espírito mais positivo e otimista.”

Um dos principais desafios enfrentados pela equipe foi a escassez de estudos que investigassem exclusivamente os efeitos da musicoterapia no pré-operatório de mulheres com câncer de mama. Muitos estudos combinavam a musicoterapia com outras terapias complementares, dificultando a identificação dos benefícios específicos da música.

Apesar dessa limitação, as pesquisadoras ressaltam a importância de investir em novas pesquisas que aprofundem o conhecimento sobre o tema. “Precisamos de estudos mais robustos, com amostras maiores e metodologias padronizadas, para confirmar os benefícios da musicoterapia e identificar as melhores formas de aplicá-la na prática clínica”, afirmam. Elas também ressaltam a importância de adaptar a musicoterapia a diferentes perfis de pacientes, considerando fatores como idade, preferências musicais e estágio da doença.

A professora Andreia Cristina Barbosa Costa foi a orientadora da pesquisa (Foto: arquivo pessoal)

A equipe da UNIFAL-MG acredita que os resultados da revisão integrativa podem ser aplicados de diversas formas para melhorar o bem-estar das pacientes com câncer de mama. “A musicoterapia é uma prática segura, acessível e de baixo custo, que pode ser facilmente incorporada aos serviços de saúde”, explicam. “Além disso, a música tem o poder de transformar o ambiente hospitalar, tornando-o mais acolhedor, humanizado e propício à recuperação.” A equipe também destaca que a musicoterapia, por não apresentar efeitos colaterais e ser um recurso acessível, pode ser amplamente aplicada em diversos cenários, inclusive em áreas de vulnerabilidade social, impactando positivamente a qualidade de vida das pacientes oncológicas.

A pesquisa, financiada pelo CNPq, demonstra o potencial da UNIFAL-MG em contribuir para o avanço do conhecimento na área da saúde e para a melhoria do bem-estar da comunidade. “Nossa pesquisa também se torna uma forma de retribuir à comunidade o acesso ao conhecimento que nos foi partilhado durante os anos como estudantes da UNIFAL-MG”, afirmam as pesquisadoras. O estudo fortalece a integração entre os cursos da área da saúde e incentiva a implementação de estratégias como a musicoterapia nos serviços de saúde da região.

“Esperamos que nosso estudo inspire outros pesquisadores a investigar o potencial da musicoterapia e que os profissionais de saúde se sintam encorajados a oferecer essa terapia complementar às suas pacientes”, concluem as pesquisadoras.

Link para o artigo completo: Advances in Nursing and Health, 2025, v.7: e47701

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