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Projeto de extensão em primeiros socorros constrói trajetória de impacto social há quase 30 anos na UNIFAL-MG

Ao longo de quase três décadas, iniciativa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas promove capacitação, formação humana e integração entre Universidade e sociedade

Registro de uma das atividades do projeto. (Foto: Reprodução/Artigo)

Quase três décadas de atuação contínua, milhares de pessoas capacitadas e um legado que se traduz em vidas salvas, redução de complicações em emergências e formação cidadã. Esse é o retrato do projeto de extensão Primeiros Socorros, desenvolvido pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da UNIFAL-MG, que teve sua trajetória, resultados e impacto social sistematizados no artigo “Quase 30 anos impactando vidas: o legado de um projeto de extensão em primeiros socorros”.

Assinado pelo discente Daniel Francisco Ferreira de Oliveira, do curso de Farmácia, e pelos docentes Rafaela Figueiredo Rodrigues, Verônica Ferreira Magalhães, Tiago Marques dos Reis e Sônia Aparecida Figueiredo, o trabalho apresenta um panorama detalhado da iniciativa criada em 1996 na Instituição, ainda na época da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas (EFOA). Os resultados foram divulgados na Revista da Extensão, publicada pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em setembro de 2025. Confira aqui

Daniel Francisco Ferreira de Oliveira – discente do curso de Farmácia e autor do artigo. (Foto: Arquivo Pessoal)
Rafaela Figueiredo Rodrigues – professora/coautora do artigo. (Foto: Arquivo Pessoal)
Verônica Ferreira Magalhães – professora/coautora do artigo. (Foto: Arquivo/Dicom)
Tiago Marques dos Reis – professor/coautor do artigo.(Foto: Arquivo Pessoal)
Sônia Aparecida Figueiredo – professora/coautora do artigo. (Foto: Arquivo Pessoal)

“O legado construído ao longo desses anos demonstra o compromisso contínuo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNIFAL-MG com a educação em saúde e com a promoção de ações de impacto direto na vida da população”, enfatiza a professora Sônia Figueiredo.

Entre cursos, minicursos, oficinas, palestras, treinamentos e eventos comunitários, o projeto contabilizou 158 atividades realizadas ao longo desses quase 30 anos. Além disso, capacitou diretamente mais de 19.200 pessoas, de diferentes faixas etárias e perfis profissionais. A maior parte do público atendido é composta por adultos entre 25 e 59 anos, mas as ações alcançam também adolescentes, jovens, crianças e idosos, em contextos educacionais, comunitários e profissionais.

Linha do tempo do projeto. (Imagem: Reprodução/Artigo)

No artigo, os autores evidenciam que as capacitações são fundamentadas em protocolos atualizados, alinhados às diretrizes da American Heart Association (AHA), a partir de metodologias ativas de ensino, como simulações realísticas, estudos de caso e atividades práticas supervisionadas. Os conteúdos abordam desde suporte básico de vida, reanimação cardiopulmonar (RCP) e uso do desfibrilador externo automático (DEA) até emergências clínicas, traumáticas, ambientais e intoxicações.

O modelo pedagógico contribui para a autonomia dos participantes e fortalece a capacidade de resposta de indivíduos e comunidades diante de situações críticas. “O projeto de extensão ‘Primeiros Socorros’ é um instrumento essencial para a promoção da segurança e prevenção de acidentes em diferentes contextos. Seu impacto positivo transcende o meio acadêmico, contribuindo diretamente para a formação de uma sociedade mais preparada para lidar com emergências e salvar vidas, apontam os autores na publicação.

Além do impacto direto na comunidade, o projeto desempenha papel central na formação acadêmica e cidadã dos estudantes extensionistas. Ao longo dos anos, cerca de 14 alunos por ano, em média, participaram das atividades, sob orientação docente, oportunidade em que puderam vivenciar a extensão universitária como espaço de integração entre a Universidade e a sociedade.

O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, especialmente o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar) e o ODS 4 (Educação de Qualidade), ao promover educação em saúde e democratização do conhecimento.

Mesmo diante de desafios, como a necessidade de ampliação da equipe, modernização de materiais e fortalecimento de parcerias, a iniciativa segue ativa e em constante evolução. Um dos pontos fortes citados pela equipe foi a adaptação ao longo do tempo, como demonstrado durante a pandemia da COVID-19.

“O projeto inovou ao oferecer minicursos e treinamentos remotos, garantindo a continuidade das atividades mesmo diante das restrições impostas pelo distanciamento social. Essa flexibilidade permitiu que o projeto continuasse cumprindo seu papel educacional e social, capacitando profissionais e comunidade em um momento de extrema necessidade”, pontuam os autores no artigo.

O reconhecimento institucional e científico do projeto também se reflete em três premiações, na publicação de um capítulo de livro e na participação em 19 eventos científicos, reforçando sua relevância acadêmica e social.

Confira o artigo na íntegra entre as páginas 36 e 45 da Revista da Extensão da UFRGS, neste link

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