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UNIFAL-MG implanta sistema para monitorar emissões de gases de efeito estufa

Plataforma digital organiza dados institucionais, amplia a transparência ambiental e apoiará a elaboração do inventário de emissões da universidade

SIREGEE apoia a organização de dados institucionais e fortalece as ações de gestão ambiental e governança climática na Universidade (Foto: Canva Pro)

A UNIFAL-MG passou a contar, desde o dia 2 de março de 2026, com o Sistema Integrado de Relato de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SIREGEE), uma plataforma digital desenvolvida para monitorar, organizar e divulgar as emissões de gases de efeito estufa associadas às atividades institucionais da Universidade.

O projeto é coordenado pelo professor Paulo Augusto Zaitune Pamplin (Foto: arquivo pessoal)

A implantação da ferramenta integra o projeto de pesquisa “Implementação do Sistema Integrado de Relato de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SIREGEE) da Universidade Federal de Alfenas”, coordenado pelo professor do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT), Paulo Augusto Zaitune Pamplin. Segundo o docente, o sistema foi desenvolvido com o objetivo de estruturar o inventário institucional de emissões de gases de efeito estufa, considerado por ele uma ferramenta essencial para identificar as principais fontes de emissão da Universidade e orientar estratégias voltadas à redução da pegada de carbono institucional.

De acordo com o professor Paulo Pamplin, a iniciativa representa um avanço na organização das informações ambientais da Universidade. Além da coordenação do docente, o projeto conta com a participação do discente Gabriel Costa Bahia Rocha, do curso de Gestão Ambiental e Sustentabilidade, na modalidade EaD; do diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação, Marcelo Penha Fernandes; e do consultor em Mudanças Climáticas e Emissões de GEE, Rafael da Silva Caldeira.

O sistema adota metodologias reconhecidas internacionalmente, como as diretrizes do GHG Protocol, que classificam as emissões em três categorias principais. O Escopo 1 reúne as emissões diretas provenientes de fontes controladas pela instituição. O Escopo 2 está relacionado às emissões indiretas associadas ao consumo de energia elétrica. Já o Escopo 3 contempla outras emissões indiretas decorrentes das atividades institucionais, como deslocamentos, resíduos e cadeias de suprimentos.

Segundo Paulo Pamplin, a estruturação do sistema permitirá à Universidade reunir e sistematizar dados de diferentes áreas da rotina institucional. Conforme explicou o professor, com a implantação do SIREGEE, a UNIFAL-MG passa a contar com “uma estrutura integrada de coleta e sistematização de dados relacionados a diferentes aspectos operacionais, incluindo consumo de energia, uso de combustíveis, deslocamentos institucionais e gestão de resíduos”.

Além de apoiar a elaboração do inventário de emissões, o sistema também contribui para o fortalecimento da gestão ambiental e da governança climática na universidade. Na avaliação do coordenador do projeto, a plataforma amplia a transparência das informações e oferece subsídios para a formulação de políticas institucionais voltadas à mitigação das mudanças climáticas.

O professor também destaca que a iniciativa amplia as possibilidades de articulação entre diferentes áreas da Universidade. Para ele, a plataforma “abre oportunidades para integração entre ensino, pesquisa e extensão, permitindo que estudantes, pesquisadores e gestores participem de iniciativas voltadas ao monitoramento e à redução das emissões institucionais”.

Neste primeiro momento, estarão disponíveis para consulta apenas os dados relacionados ao Escopo 2. Conforme informou o professor Paulo Pamplin, os dados referentes aos Escopos 1 e 3 serão implementados gradualmente ao longo deste ano e do próximo.

O SIREGEE pode ser acessado pela comunidade acadêmica e pelo público em geral no endereço a seguir: https://www.unifal-mg.edu.br/siregee/.

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