{"id":10631,"date":"2026-07-24T10:46:09","date_gmt":"2026-07-24T13:46:09","guid":{"rendered":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/?p=10631"},"modified":"2026-07-24T10:46:10","modified_gmt":"2026-07-24T13:46:10","slug":"mortalidade-por-avc-cai-em-minas-gerais-mas-estudo-identifica-areas-de-maior-risco-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/mortalidade-por-avc-cai-em-minas-gerais-mas-estudo-identifica-areas-de-maior-risco-no-estado\/","title":{"rendered":"Mortalidade por AVC cai em Minas Gerais, mas estudo identifica \u00e1reas de maior risco no estado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisa desenvolvida por Daniel Hideki Bando, do Instituto de Ci\u00eancias da Natureza da UNIFAL-MG, mostra queda hist\u00f3rica nas taxas, mudan\u00e7a no padr\u00e3o regional das mortes e rela\u00e7\u00e3o com indicadores sociais<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/category\/ciencia\/\">+Ci\u00eancia<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/category\/destaque\/\">Destaque<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/2026\/07\/23\/\"><time>23\/07\/2026<\/time><\/a><\/li>\n\n\n\n<li>13:22<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/author\/ana-araujo\/\">Ana Carolina Ara\u00fajo<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/capa_pesquisa_evolucao_mortes_avc_mg.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-129661\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o dos resultados da pesquisa sobre a evolu\u00e7\u00e3o da mortalidade por AVC em Minas Gerais. (Imagem gerada por IA a partir de descri\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, com revis\u00e3o e supervis\u00e3o da Dicom\/UNIFAL-MG)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) diminuiu em Minas Gerais entre 1980 e 2021, mas essa queda n\u00e3o ocorreu de forma igual em todo o estado. Pesquisa desenvolvida pelo professor Daniel Hideki Bando, do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.unifal-mg.edu.br\/icn\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto de Ci\u00eancias da Natureza (ICN)<\/a>&nbsp;da UNIFAL-MG, mostra que as \u00e1reas de maior risco mudaram ao longo das d\u00e9cadas e, nos anos mais recentes, passaram a se concentrar em microrregi\u00f5es do norte, nordeste e leste mineiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft is-resized\" id=\"attachment_129659\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Daniel-Hideki-Bando.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Daniel-Hideki-Bando.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-129659\" style=\"aspect-ratio:0.7783742695614994;width:159px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Daniel Hideki Bando \u2013 professor do Instituto de Ci\u00eancias da Natureza, \u00e9 autor da pesquisa, fruto de seu segundo doutorado. (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo \u00e9 fruto do doutorado do pesquisador no&nbsp;<a href=\"https:\/\/ppgf.fflch.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia F\u00edsica<\/a>&nbsp;da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas (FFLCH) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), iniciado em 2023 e conclu\u00eddo em 2025, sob orienta\u00e7\u00e3o do professor Alfredo Pereira de Queiroz Filho. Os resultados da pesquisa foram publicados em artigos na revista&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/ress\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Epidemiologia e Servi\u00e7os de Sa\u00fade<\/em><\/a>, da Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade e Ambiente do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA principal conclus\u00e3o da pesquisa \u00e9 que houve uma tend\u00eancia geral e significativa de diminui\u00e7\u00e3o na taxa de mortalidade por AVC em Minas Gerais entre 1980 e 2021, em todas as faixas et\u00e1rias\u201d, explica Daniel Bando. \u201cPor\u00e9m, o padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica n\u00e3o \u00e9 homog\u00eaneo, caracterizando-se por v\u00e1rios agrupamentos de taxas altas e baixas dispersos pelo estado\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise tamb\u00e9m identificou associa\u00e7\u00e3o negativa entre mortalidade por AVC e indicadores de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a p\u00fablica. Os achados indicam que piores condi\u00e7\u00f5es nessas dimens\u00f5es est\u00e3o associadas a maiores taxas de mortalidade, o que refor\u00e7a a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas intersetoriais e de planejamento territorial da rede de atendimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Da Geografia da Sa\u00fade ao mapeamento do AVC<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Daniel Bando, a escolha do tema da pesquisa est\u00e1 relacionada \u00e0 trajet\u00f3ria dele na Geografia da Sa\u00fade e na Epidemiologia. Desde a gradua\u00e7\u00e3o, o pesquisador investiga a distribui\u00e7\u00e3o espacial de agravos \u00e0 sa\u00fade, como suic\u00eddio, homic\u00eddio e doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright is-resized\" id=\"attachment_129680\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/figura_mortalidade_avc_mg_daniel-bando-scaled.png\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/figura_mortalidade_avc_mg_daniel-bando-scaled.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-129680\" style=\"aspect-ratio:1.3001594082764778;width:497px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa mostra conglomerados de maior risco relativo de mortes por AVC em Minas Gerais entre 2014 e 2022, com \u00e1reas de taxas altas em vermelho e \u00e1reas de taxas baixas em azul. (Figura: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Pesquisa)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA ideia de olhar para o AVC em Minas Gerais no segundo doutorado veio de uma realidade que a gente vive no Brasil: as pessoas est\u00e3o vivendo mais, as doen\u00e7as cr\u00f4nicas ganharam espa\u00e7o importante. O AVC hoje \u00e9 a terceira causa de morte no pa\u00eds, al\u00e9m de sobrecarregar o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) com interna\u00e7\u00f5es e custos sociais para as fam\u00edlias\u201d, explica o pesquisador, que tamb\u00e9m \u00e9 doutor em Ci\u00eancias pela Faculdade de Medicina da USP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o professor, compreender onde as mortes ocorrem com maior intensidade \u00e9 uma forma de aproximar a pesquisa acad\u00eamica das necessidades da gest\u00e3o p\u00fablica. \u201cOlhando para Minas Gerais, percebi que faltavam estudos que mostrassem como a mortalidade por AVC se distribui no tempo e espa\u00e7o e quais os fatores sociais relacionados. Compreender a evolu\u00e7\u00e3o espa\u00e7o-temporal e mapear \u00e1reas de maior risco territorial s\u00e3o instrumentos fundamentais para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dados hist\u00f3ricos indicam mudan\u00e7a nas \u00e1reas de risco<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No artigo que investigou a evolu\u00e7\u00e3o espa\u00e7o-temporal da mortalidade por AVC em Minas Gerais entre 1980 e 2021, foram registradas 392.521 mortes pela doen\u00e7a no estado, com taxa de 52,6 \u00f3bitos por 100 mil habitantes ao ano. O estudo verificou tend\u00eancia de queda em todas as taxas analisadas, mas mostrou que a redu\u00e7\u00e3o foi desigual no territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft is-resized\" id=\"attachment_129675\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/figura_microrregiao-desde-1980-scaled.png\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/figura_microrregiao-desde-1980-scaled.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-129675\" style=\"aspect-ratio:0.7042975469234648;width:379px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapas mostram a evolu\u00e7\u00e3o da taxa de mortalidade por AVC nas microrregi\u00f5es de Minas Gerais entre 1980 e 2021. Nos anos mais recentes, \u00e1reas de maior risco passaram a aparecer em microrregi\u00f5es do norte, nordeste e leste do estado. (Figura: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Pesquisa)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA an\u00e1lise da s\u00e9rie hist\u00f3rica revelou que a geografia do AVC se alterou ao longo do tempo\u201d, destaca Daniel Bando. \u201cNo per\u00edodo inicial, de 1980 a 1999, as taxas mais elevadas concentravam-se no sul, sudeste e na regi\u00e3o metropolitana. A velocidade de redu\u00e7\u00e3o da mortalidade foi mais intensa justamente na por\u00e7\u00e3o sul. Nos anos mais recentes, de 2015 a 2021, o sul perdeu esse protagonismo, revelando-se um novo padr\u00e3o em que as \u00e1reas de maior taxa de mortalidade migraram para microrregi\u00f5es no norte, nordeste e leste do estado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o pesquisador, a queda geral da mortalidade pode ser compreendida no contexto de mudan\u00e7as sociais e sanit\u00e1rias ocorridas no pa\u00eds nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Entre os fatores citados est\u00e3o aumento da expectativa de vida, urbaniza\u00e7\u00e3o, melhorias de saneamento, amplia\u00e7\u00e3o da rede e do acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade e mudan\u00e7as comportamentais da popula\u00e7\u00e3o, como a redu\u00e7\u00e3o do tabagismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A perman\u00eancia de \u00e1reas com risco mais elevado, no entanto, evidencia que esses avan\u00e7os n\u00e3o ocorreram de maneira homog\u00eanea. \u201cA perman\u00eancia de \u00e1reas de elevado risco reflete as profundas desigualdades dessa transi\u00e7\u00e3o, expondo o atraso socioecon\u00f4mico de regi\u00f5es como o norte e nordeste em rela\u00e7\u00e3o ao sul e sudeste\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>An\u00e1lise municipal funciona como lente de aumento<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da investiga\u00e7\u00e3o por microrregi\u00f5es, Daniel Bando realizou uma an\u00e1lise municipal da mortalidade por AVC em Minas Gerais entre 2014 e 2022. Essa etapa permitiu observar desigualdades locais que poderiam ficar ocultas em recortes territoriais mais amplos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright is-resized\" id=\"attachment_129676\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/figura_analise_municipal_mortalidade_avc-scaled.png\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/figura_analise_municipal_mortalidade_avc-scaled.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-129676\" style=\"aspect-ratio:1.0015718327569947;width:525px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">An\u00e1lise municipal relacionou a taxa de mortalidade por AVC, entre 2014 e 2022, a dimens\u00f5es do \u00cdndice Mineiro de Responsabilidade Social, como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a p\u00fablica, vulnerabilidade e saneamento. (Figura: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Pesquisa)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo municipal identificou 88.429 mortes por AVC no per\u00edodo, com taxa de 47 \u00f3bitos por 100 mil habitantes ao ano. A an\u00e1lise espacial apontou 13 conglomerados dispersos pelo estado, sendo oito de taxas altas e cinco de taxas baixas. Tamb\u00e9m foi identificada associa\u00e7\u00e3o negativa da mortalidade por AVC com os indicadores de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a p\u00fablica do&nbsp;<a href=\"https:\/\/imrs.fjp.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00cdndice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA an\u00e1lise municipal revelou as desigualdades locais, que estavam \u2018escondidas\u2019 nas microrregi\u00f5es. Esta lente de aumento exp\u00f4s um padr\u00e3o espacial mais complexo, com v\u00e1rios agrupamentos de taxas altas e taxas baixas dispersos pelo estado\u201d, explica o professor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IMRS re\u00fane dimens\u00f5es relacionadas a sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a p\u00fablica, vulnerabilidade, saneamento e meio ambiente. No estudo, as piores condi\u00e7\u00f5es nas dimens\u00f5es sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a foram associadas \u00e0 mortalidade por AVC.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Daniel Bando, os resultados indicam que o enfrentamento do problema exige a\u00e7\u00f5es para al\u00e9m da sa\u00fade, considerando desigualdades territoriais que afetam as condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o. \u201cA complexidade dos agrupamentos mostra que as solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o passam apenas pela \u00e1rea da sa\u00fade e exigem pol\u00edticas intersetoriais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as possibilidades apontadas pelo pesquisador est\u00e3o programas comunit\u00e1rios de preven\u00e7\u00e3o ao AVC, a\u00e7\u00f5es de triagem, sensibiliza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade sobre fatores de risco modific\u00e1veis, como tabagismo, hipertens\u00e3o e diabetes. Daniel Bando tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia de pol\u00edticas voltadas \u00e0 infraestrutura urbana, saneamento, seguran\u00e7a p\u00fablica e fortalecimento da Estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia (ESF).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mapas podem orientar a rede de atendimento<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft is-resized\" id=\"attachment_129677\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/hosp_Hab_Cred-scaled.png\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/hosp_Hab_Cred-scaled.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-129677\" style=\"aspect-ratio:0.7582047372922321;width:343px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapas indicam a distribui\u00e7\u00e3o de hospitais por 100 mil habitantes e a localiza\u00e7\u00e3o de hospitais de refer\u00eancia para atendimento ao AVC em Minas Gerais em 2024. (Figura: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Pesquisa)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa apresenta mapas como ferramenta de diagn\u00f3stico territorial, o que para o autor, mais do que ilustrar a distribui\u00e7\u00e3o das mortes, permitem identificar \u00e1reas que exigem maior aten\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos e podem apoiar decis\u00f5es sobre preven\u00e7\u00e3o, financiamento e organiza\u00e7\u00e3o da rede hospitalar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs mapas servem como um diagn\u00f3stico para os tomadores de decis\u00e3o otimizarem a rede do SUS e a Linha de Cuidado ao AVC\u201d, ressalta Daniel Bando.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o pesquisador, o mapeamento evidenciou, por exemplo, que a Macrorregi\u00e3o de Sa\u00fade Nordeste apresentava altas taxas e maior necessidade de interna\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o dispunha de hospital de refer\u00eancia credenciado para atendimento ao AVC.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAtrav\u00e9s dos mapas, os gestores p\u00fablicos recebem evid\u00eancias concretas para credenciar e financiar hospitais nas regi\u00f5es desassistidas, al\u00e9m de permitir o planejamento de a\u00e7\u00f5es focadas na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria para as \u00e1reas de alto risco e programas de preven\u00e7\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A leitura territorial, segundo ele, pode orientar tanto a\u00e7\u00f5es preventivas quanto a organiza\u00e7\u00e3o do atendimento especializado em regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis. No caso do AVC, esse planejamento envolve tamb\u00e9m a garantia de acesso r\u00e1pido ao atendimento, fator relevante para reduzir mortes e sequelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os artigos na \u00edntegra podem ser acessados na revista&nbsp;<em>Epidemiologia e Servi\u00e7os de Sa\u00fade,<\/em>&nbsp;pelos links a seguir:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">::&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.scielosp.org\/article\/ress\/2024.v33\/e20240017\/pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Evolu\u00e7\u00e3o espa\u00e7o-temporal da mortalidade por acidente vascular cerebral em Minas Gerais, 1980 a 2021<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">::&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/ress\/a\/rG3c8HypxyQBKhPv8rKhFkg\/?lang=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mortalidade por acidente vascular cerebral associado negativamente com sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a: estudo ecol\u00f3gico, Minas Gerais, 2014-2022<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa desenvolvida por Daniel Hideki Bando, do Instituto de Ci\u00eancias da Natureza da UNIFAL-MG, mostra queda hist\u00f3rica nas taxas, mudan\u00e7a no padr\u00e3o regional das mortes e rela\u00e7\u00e3o com indicadores sociais A mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) diminuiu em Minas Gerais entre 1980 e 2021, mas essa queda n\u00e3o ocorreu de forma igual em todo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10632,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-10631","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-unifal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10631"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10631\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10633,"href":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10631\/revisions\/10633"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10632"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}