{"id":14796,"date":"2026-10-01T08:03:38","date_gmt":"2026-10-01T11:03:38","guid":{"rendered":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/?p=14796"},"modified":"2026-10-01T08:03:40","modified_gmt":"2026-10-01T11:03:40","slug":"estudo-examina-como-campanhas-eleitorais-usam-dados-sobre-interesses-e-interacoes-para-direcionar-mensagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/estudo-examina-como-campanhas-eleitorais-usam-dados-sobre-interesses-e-interacoes-para-direcionar-mensagens\/","title":{"rendered":"Estudo examina como campanhas eleitorais usam dados sobre interesses e intera\u00e7\u00f5es para direcionar mensagens"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desenvolvido no curso de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da UNIFAL-MG, TCC revisa estudos sobre as elei\u00e7\u00f5es de 2018 e 2022 e discute poss\u00edveis efeitos da personaliza\u00e7\u00e3o de mensagens no debate p\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/category\/ciencia\/\">+Ci\u00eancia<\/a>, <a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/category\/destaque\/\">Destaque<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/2026\/09\/30\/\"><time>30\/09\/2026<\/time><\/a><\/li>\n\n\n\n<li>13:39<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualizado em 30\/09\/2026 13:46<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/author\/ana-araujo\/\">Ana Carolina Ara\u00fajo<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/capa_pesquisa_comunicacao_campanhas.jpg\" alt=\"\" style=\"aspect-ratio:1.791044776119403;width:1200px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o de eleitor consultando mensagens sobre candidaturas em um grupo de conversa antes de entrar na se\u00e7\u00e3o eleitoral. (Imagem gerada por IA a partir de descri\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, com revis\u00e3o e supervis\u00e3o da Dicom\/UNIFAL-MG)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No pr\u00f3ximo domingo, 4 de outubro, os brasileiros v\u00e3o \u00e0s urnas para o primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es. Na reta final da campanha, mensagens pol\u00edticas circulam pelas plataformas digitais e podem ser direcionadas a grupos diferentes conforme seus interesses e intera\u00e7\u00f5es. Com base em estudos sobre as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2018 e 2022, uma pesquisa de gradua\u00e7\u00e3o da UNIFAL-MG examinou o uso de dados para direcionar conte\u00fados e os desafios dessa pr\u00e1tica para o debate p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft is-resized\" id=\"attachment_131676\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Isabelly-Rodrigues-Santos.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Isabelly-Rodrigues-Santos.jpg\" alt=\"\" style=\"aspect-ratio:1;width:190px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Isabelly Rodrigues Santos \u2013 autora do estudo. (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft is-resized\" id=\"attachment_131677\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Santiane-Arias.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Santiane-Arias.jpg\" alt=\"\" style=\"aspect-ratio:1;width:190px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Santiane Arias \u2013 professora e orientadora do estudo. (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Intitulado <em>O impacto do Big Data nas campanhas eleitorais: estrat\u00e9gias, desafios e transforma\u00e7\u00f5es no cen\u00e1rio pol\u00edtico contempor\u00e2neo<\/em>, o estudo faz parte do trabalho de conclus\u00e3o de curso de Isabelly Rodrigues Santos, desenvolvido no curso de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, com \u00eanfase em controladoria, do campus Varginha, defendido em junho de 2026. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 da professora Santiane Arias, do <a href=\"https:\/\/www.unifal-mg.edu.br\/icsa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto de Ci\u00eancias Sociais Aplicadas (ICSA)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autora buscou compreender por que algumas mensagens pol\u00edticas alcan\u00e7am milh\u00f5es de pessoas, como dados e algoritmos participam dessa circula\u00e7\u00e3o e de que maneira as campanhas adaptam conte\u00fados a diferentes grupos de eleitores. Para isso, realizou uma pesquisa qualitativa e explorat\u00f3ria baseada em revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica. Consultou artigos cient\u00edficos, livros, teses e disserta\u00e7\u00f5es sobre plataformas digitais, uso de dados e comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, com foco nas disputas presidenciais brasileiras de 2018 e 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme a pesquisadora, a principal conclus\u00e3o da revis\u00e3o \u00e9 que a an\u00e1lise de grandes volumes de dados permite \u00e0s campanhas identificar caracter\u00edsticas de grupos de eleitores e adaptar a comunica\u00e7\u00e3o a eles. Essa pr\u00e1tica de direcionar mensagens a p\u00fablicos espec\u00edficos \u00e9 conhecida como <em>microtargeting<\/em> pol\u00edtico. \u201cA campanha pode, por exemplo, analisar informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis em redes sociais, intera\u00e7\u00f5es com conte\u00fado, localiza\u00e7\u00e3o, interesses e outros dados permitidos pela legisla\u00e7\u00e3o. A partir dessa an\u00e1lise, \u00e9 poss\u00edvel segmentar o p\u00fablico e adaptar a comunica\u00e7\u00e3o\u201d, explica Isabelly Santos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O uso de dados, segundo a autora, n\u00e3o determina sozinho o comportamento do eleitor. A poss\u00edvel influ\u00eancia dessas estrat\u00e9gias depende tamb\u00e9m do contexto pol\u00edtico, das caracter\u00edsticas do eleitorado, do funcionamento das plataformas e da maneira como as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o utilizadas. \u201cPor isso, ao lado das oportunidades, h\u00e1 desafios importantes de privacidade, transpar\u00eancia e qualidade do debate democr\u00e1tico\u201d, afirma Isabelly.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isabelly Santos observa ainda que os efeitos da desinforma\u00e7\u00e3o e das teorias da conspira\u00e7\u00e3o variam entre as sociedades. \u201cAmbientes com baixa confian\u00e7a institucional, alta polariza\u00e7\u00e3o e acesso desigual \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de qualidade tendem a ser mais vulner\u00e1veis \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho chama aten\u00e7\u00e3o ainda para outro aspecto: as informa\u00e7\u00f5es que podem ser consideradas no direcionamento pol\u00edtico n\u00e3o se limitam \u00e0quelas fornecidas diretamente por uma pessoa. Al\u00e9m de caracter\u00edsticas demogr\u00e1ficas, localiza\u00e7\u00e3o e interesses, a atividade nas plataformas pode gerar registros sobre intera\u00e7\u00f5es, navega\u00e7\u00e3o e consumo de informa\u00e7\u00e3o. O tratamento desses dados, ressalta a autora, deve respeitar a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA pr\u00f3pria atividade digital pode gerar uma grande quantidade de informa\u00e7\u00f5es sobre seus interesses e comportamentos\u201d, afirma. \u201cDiscutir como esses dados s\u00e3o coletados, tratados e utilizados \u00e9 t\u00e3o importante quanto discutir a tecnologia em si\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Campanhas para al\u00e9m das estrat\u00e9gias dos candidatos<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Isabelly Santos, as plataformas j\u00e1 tinham presen\u00e7a importante nas campanhas de 2018, sobretudo as redes sociais e os aplicativos de mensagens. Em 2022, esse ambiente estava mais consolidado e a comunica\u00e7\u00e3o digital havia se integrado ainda mais \u00e0s estrat\u00e9gias eleitorais. O trabalho re\u00fane estudos sobre essa transforma\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o acessou dados internos de campanhas ou plataformas para verificar como cada mensagem foi direcionada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O interesse da autora pelo tema surgiu durante a discuss\u00e3o sobre uma suposta taxa\u00e7\u00e3o do Pix, em janeiro de 2025. Ao acompanhar a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es nas redes sociais e a repercuss\u00e3o de um v\u00eddeo publicado por um deputado federal, ela passou a se perguntar como conte\u00fados pol\u00edticos ganham alcance. A publica\u00e7\u00e3o atingiu quase 300 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es em dois dias, conforme <a href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/noticias\/video-nikolas-ferreira-pix\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">checagem publicada \u00e0 \u00e9poca<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO que mais me impressionou foi a velocidade com que uma mensagem pode atingir milh\u00f5es de pessoas e reorientar uma discuss\u00e3o j\u00e1 presente na sociedade\u201d, conta Isabelly Santos. Segundo ela, a rela\u00e7\u00e3o entre o v\u00eddeo e a posterior revoga\u00e7\u00e3o de uma norma da Receita Federal admite interpreta\u00e7\u00f5es distintas, mas o caso evidenciou a for\u00e7a das plataformas no debate p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a professora Santiane Arias, compreender as campanhas atuais exige olhar al\u00e9m das estrat\u00e9gias dos candidatos: \u00e9 preciso considerar o poder das grandes empresas de tecnologia e os interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos presentes no ambiente digital. \u201cA pesquisa questiona a ideia de que as redes sociais s\u00e3o espa\u00e7os neutros e horizontais, mostrando que os algoritmos n\u00e3o apenas mapeiam comportamentos e prefer\u00eancias, mas tamb\u00e9m participam da constru\u00e7\u00e3o do ambiente informacional em que eles se formam\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa discuss\u00e3o ganha relev\u00e2ncia no Brasil, segundo a orientadora, devido ao uso intenso da internet, em grande medida pelo celular, e \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de not\u00edcias cada vez mais curtas e fragmentadas. \u201cEsses formatos interferem na maneira como nos informamos e participamos do debate p\u00fablico, e seus efeitos n\u00e3o s\u00e3o iguais para todos\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Santiane Arias ressalta que as redes tamb\u00e9m podem ampliar a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, aproximar candidatos e eleitores e levar o debate a mais pessoas. \u201cO que o trabalho mostra \u00e9 a import\u00e2ncia de compreender como essas ferramentas funcionam, quem as controla e quais interesses est\u00e3o envolvidos. Discutir a tecnologia nas campanhas \u00e9, nesse sentido, tamb\u00e9m discutir as condi\u00e7\u00f5es de funcionamento da democracia contempor\u00e2nea\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que a pesquisa n\u00e3o permite afirmar<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright is-resized\" id=\"attachment_131678\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Defesa.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Defesa.jpeg\" alt=\"\" style=\"aspect-ratio:0.9164619164619164;width:373px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Registro da defesa do trabalho em junho de 2026: Santiane Arias, Nildred Stael Fernandes Martins, Isabelly Santos e Andr\u00e9 Luiz da Silva Teixeira. (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isabelly Santos comenta que a personaliza\u00e7\u00e3o pode dificultar a percep\u00e7\u00e3o de que outras pessoas est\u00e3o recebendo mensagens pol\u00edticas diferentes sobre o mesmo assunto. A autora aponta como riscos a falta de transpar\u00eancia sobre os dados utilizados e a fragmenta\u00e7\u00e3o do debate p\u00fablico. \u201cQuando cada pessoa recebe, sobretudo, conte\u00fados que confirmam suas opini\u00f5es, fica mais dif\u00edcil ter acesso a informa\u00e7\u00f5es comuns e verific\u00e1veis e conversar sobre os mesmos fatos\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso n\u00e3o significa, por\u00e9m, que o estudo tenha demonstrado uma mudan\u00e7a de voto causada pelo uso de dados. \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar, a partir da minha pesquisa, que o uso de Big Data seja capaz, sozinho, de determinar ou mudar o voto de uma pessoa\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa \u00e9 uma quest\u00e3o que exige bastante cuidado, porque o comportamento eleitoral \u00e9 influenciado por diversos fatores, como valores pessoais, situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, contexto pol\u00edtico, sistema partid\u00e1rio e eleitoral, rela\u00e7\u00f5es sociais e as pr\u00f3prias informa\u00e7\u00f5es \u00e0s quais o eleitor tem acesso\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s v\u00e9speras da elei\u00e7\u00e3o de 2026, a pesquisadora acrescenta \u00e0 discuss\u00e3o uma preocupa\u00e7\u00e3o posterior ao recorte estudado: a intelig\u00eancia artificial permite produzir ou modificar textos, imagens, \u00e1udios e v\u00eddeos em grande escala.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As <a href=\"https:\/\/www.tse.jus.br\/legislacao\/compilada\/res\/2026\/resolucao-no-23-755-de-2-de-marco-de-2026?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">normas atualizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral<\/a> mant\u00eam a exig\u00eancia de identificar conte\u00fado sint\u00e9tico multim\u00eddia produzido ou manipulado com essa tecnologia na propaganda eleitoral e trazem restri\u00e7\u00f5es adicionais para sua circula\u00e7\u00e3o perto da vota\u00e7\u00e3o. A exig\u00eancia de identifica\u00e7\u00e3o j\u00e1 constava das regras de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para quem recebe conte\u00fado pol\u00edtico nas plataformas, a autora sugere perguntar por que determinada publica\u00e7\u00e3o apareceu, buscar informa\u00e7\u00f5es em fontes diferentes e verificar as configura\u00e7\u00f5es de privacidade e as permiss\u00f5es concedidas aos aplicativos. Ela ressalta que a responsabilidade n\u00e3o deve ficar apenas com o eleitor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 preciso que esse tema seja objeto de debate p\u00fablico e de a\u00e7\u00f5es coletivas e governamentais, que envolvam tanto a prote\u00e7\u00e3o de dados quanto a transpar\u00eancia sobre o funcionamento das plataformas e das estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, refor\u00e7a a autora. \u201cA capacidade de cada eleitor de fazer escolhas mais conscientes \u00e9 importante, mas ela precisa estar acompanhada de condi\u00e7\u00f5es institucionais que favore\u00e7am um ambiente informacional mais transparente e democr\u00e1tico\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo pode ser acessado na \u00edntegra <a href=\"https:\/\/repositorio.unifal-mg.edu.br\/items\/bca61e14-3496-4b29-a4f4-5847fb9676bf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">neste link do Reposit\u00f3rio Institucional<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desenvolvido no curso de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da UNIFAL-MG, TCC revisa estudos sobre as elei\u00e7\u00f5es de 2018 e 2022 e discute poss\u00edveis efeitos da personaliza\u00e7\u00e3o de mensagens no debate p\u00fablico Atualizado em 30\/09\/2026 13:46 No pr\u00f3ximo domingo, 4 de outubro, os brasileiros v\u00e3o \u00e0s urnas para o primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es. 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