{"id":8607,"date":"2026-01-14T13:20:50","date_gmt":"2026-01-14T16:20:50","guid":{"rendered":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/?p=8607"},"modified":"2026-01-14T13:20:52","modified_gmt":"2026-01-14T16:20:52","slug":"bombeiros-militares-que-combatem-incendios-florestais-apresentam-maior-exposicao-a-substancias-potencialmente-cancerigenas-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/bombeiros-militares-que-combatem-incendios-florestais-apresentam-maior-exposicao-a-substancias-potencialmente-cancerigenas-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Bombeiros militares que combatem inc\u00eandios florestais apresentam maior exposi\u00e7\u00e3o a subst\u00e2ncias potencialmente cancer\u00edgenas, aponta estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisa realizada na UNIFAL-MG identifica alta exposi\u00e7\u00e3o ocupacional a Hidrocarbonetos Polic\u00edclicos Arom\u00e1ticos entre bombeiros florestais<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/category\/ciencia\/\">+Ci\u00eancia<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/category\/destaque\/\">Destaque<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/2026\/01\/13\/\"><time>13\/01\/2026<\/time><\/a><\/li>\n\n\n\n<li>11:52<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Lice Pinho Gon\u00e7alves<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/capa-pesquisa-bombeiros-florestais.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-124691\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Canva Education)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa desenvolvida na UNIFAL-MG avaliou a exposi\u00e7\u00e3o ocupacional de bombeiros militares a agentes nocivos durante o combate aos inc\u00eandios florestais e identificou n\u00edveis elevados de contato com subst\u00e2ncias potencialmente cancer\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright is-resized\" id=\"attachment_124685\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/materia_pesquisa_bombeiros_incendios-florestais-e1768312051891.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/materia_pesquisa_bombeiros_incendios-florestais-e1768312051891.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-124685\" style=\"aspect-ratio:0.9682299546142209;width:241px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rafael Ara\u00fajo Silva \u2013 autor do estudo, com a professora Isarita Sakakibara, orientadora. (Foto: Arquivo\/Rafael Silva)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os resultados indicam n\u00edveis elevados de exposi\u00e7\u00e3o&nbsp;a Hidrocarbonetos Polic\u00edclicos Arom\u00e1ticos (HPAs) \u2013 compostos qu\u00edmicos formados durante a combust\u00e3o incompleta de materiais org\u00e2nicos, como madeira, vegeta\u00e7\u00e3o, carv\u00e3o, petr\u00f3leo e combust\u00edveis f\u00f3sseis. Tais compostos t\u00eam&nbsp;potenciais implica\u00e7\u00f5es para o risco de c\u00e2ncer e para o funcionamento dos sistemas nervoso e respirat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo integra a disserta\u00e7\u00e3o de mestrado&nbsp;<em>Avalia\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o ocupacional \u00e0 fuma\u00e7a de inc\u00eandios florestais em bombeiros militares de Belo Horizonte-MG,&nbsp;<\/em>de Rafael Ara\u00fajo Silva, elaborada no \u00e2mbito do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.unifal-mg.edu.br\/ppgcf\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas,<\/a>&nbsp;sob a orienta\u00e7\u00e3o das professoras Isarita Martins Sakakibara e Maria Jos\u00e9 Nunes de Paiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Rafael Silva, o car\u00e1ter inovador da pesquisa est\u00e1 no fato de ser pioneira no Brasil na avalia\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o de bombeiros florestais \u00e0 fuma\u00e7a de inc\u00eandios por meio da estrat\u00e9gia de biomonitoramento. At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o havia publica\u00e7\u00f5es nacionais espec\u00edficas voltadas a esse grupo profissional. O pesquisador destaca que os resultados trouxeram novas e importantes perspectivas, pois embora a atividade de bombeiro tenha sido recentemente reclassificada como carcinog\u00eanica, faltavam dados quantitativos sobre a magnitude da exposi\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o autor do estudo, a pesquisa comprova que os n\u00edveis de exposi\u00e7\u00e3o a HPAs em bombeiros brasileiros est\u00e3o entre os mais elevados j\u00e1 relatados na literatura cient\u00edfica internacional. Os achados indicam tamb\u00e9m que os limites de exposi\u00e7\u00e3o ocupacional atualmente adotados podem n\u00e3o ser suficientes para assegurar a prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade desses trabalhadores, uma vez que 100% dos bombeiros do grupo operacional apresentaram valores acima dos n\u00edveis de refer\u00eancia \u2013 condi\u00e7\u00e3o relacionada aos danos ao DNA identificados no estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto que chama a aten\u00e7\u00e3o na pesquisa \u00e9 o fato de apresentar relev\u00e2ncia social, uma vez que seus resultados refor\u00e7am a necessidade de medidas de prote\u00e7\u00e3o mais eficazes para esses profissionais e fornecem subs\u00eddios cient\u00edficos para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 sa\u00fade ocupacional nos Corpos de Bombeiros. &nbsp;\u201cProteger a sa\u00fade de quem nos salva \u00e9 um dever da sociedade. Al\u00e9m disso, com o aumento dos inc\u00eandios florestais associado \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, esse tema se torna cada vez mais crucial para a sa\u00fade p\u00fablica global\u201d, destaca Rafael Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa consistiu em um estudo transversal, observacional e descritivo que envolveu aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios, coleta de amostras de urina e an\u00e1lises toxicol\u00f3gicas de 145 bombeiros militares de Belo Horizonte, distribu\u00eddos em dois grupos: operacional e administrativo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\" id=\"attachment_124686\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/materia_pesquisa_bombeiros_incendios-florestais1.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/materia_pesquisa_bombeiros_incendios-florestais1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-124686\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gr\u00e1fico sintetiza os resultados do estudo sobre a exposi\u00e7\u00e3o ocupacional de bombeiros militares a agentes nocivos. (Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Artigo)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Conforme o autor, os pr\u00f3ximos passos do estudo incluem a amplia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de investiga\u00e7\u00e3o; a realiza\u00e7\u00e3o de estudos de coorte para o acompanhamento longitudinal dos mesmos bombeiros, com avalia\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o da sa\u00fade; o desenvolvimento de pesquisas voltadas \u00e0 efic\u00e1cia de diferentes tipos de prote\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria; e o estabelecimento de parcerias com grupos de pesquisa no Brasil e no exterior, com o objetivo de aprofundar as discuss\u00f5es sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho contou com apoio financeiro da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/capes\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (CAPES)<\/a>&nbsp;e com apoio institucional do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bombeiros.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG)<\/a>, por meio da Assessoria de Assist\u00eancia \u00e0 Sa\u00fade (AAS). A pesquisa tamb\u00e9m recebeu apoio da&nbsp;<a href=\"https:\/\/fcfrp.usp.br\/pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Faculdade de Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas de Ribeir\u00e3o Preto da Universidade de S\u00e3o Paulo (FCFRP\/USP)<\/a>, que viabilizou a realiza\u00e7\u00e3o das an\u00e1lises no Laborat\u00f3rio de Toxicologia Anal\u00edtica e de Sistemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assinam o artigo com Rafael Silva, Isarita Sakakibara e Maria Jos\u00e9 Paiva, tamb\u00e9m os pesquisadores Elizeu Chiodi Pereira e Kelly Polido Kaneshiro Olympio, ambos da USP.<\/p>\n\n\n\n<p>Acesse a seguir, o artigo na \u00edntegra:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/10408444.2025.2522814\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cHuman biomonitoring and risks of hazardous occupational exposure to polycyclic aromatic hydrocarbons in wildland fires: a critical review\u201d<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Lice-Pinho-Goncalves-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-119456\" style=\"width:155px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Lice Pinho Gon\u00e7alves<\/strong>&nbsp;\u00e9 acad\u00eamica do curso de Gest\u00e3o Ambiental e Sustentabilidade (EaD) na UNIFAL-MG, campus Po\u00e7os de Caldas, e bolsista do projeto +Ci\u00eancia, cuja proposta \u00e9 fomentar a cultura institucional de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica. A iniciativa conta com o apoio da FAPEMIG por meio do&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.fapemig.br\/media\/SEI_GOVMG_-_44193622_-_FAPEMIG_-_Chamada.pdf\">Programa Comunica\u00e7\u00e3o P\u00fablica da Ci\u00eancia e da Tecnologia<\/a>&nbsp;para desenvolvimento.&nbsp;Lice \u00e9 tamb\u00e9m t\u00e9cnica em Meio Ambiente, licenciada em Pedagogia e especialista em Neuropsicopedagogia e em Teatro e Educa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Texto elaborado sob supervis\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o de Ana Carolina Ara\u00fajo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada na UNIFAL-MG identifica alta exposi\u00e7\u00e3o ocupacional a Hidrocarbonetos Polic\u00edclicos Arom\u00e1ticos entre bombeiros florestais Uma pesquisa desenvolvida na UNIFAL-MG avaliou a exposi\u00e7\u00e3o ocupacional de bombeiros militares a agentes nocivos durante o combate aos inc\u00eandios florestais e identificou n\u00edveis elevados de contato com subst\u00e2ncias potencialmente cancer\u00edgenas. 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