{"id":9578,"date":"2026-05-04T10:11:15","date_gmt":"2026-05-04T13:11:15","guid":{"rendered":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/?p=9578"},"modified":"2026-05-04T10:11:17","modified_gmt":"2026-05-04T13:11:17","slug":"entre-memoria-e-pertencimento-projeto-desenvolvido-por-estudante-da-unifal-mg-da-visibilidade-ao-museu-de-arqueologia-indigena-no-sul-de-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/facepevirtual.org.br\/facepe\/entre-memoria-e-pertencimento-projeto-desenvolvido-por-estudante-da-unifal-mg-da-visibilidade-ao-museu-de-arqueologia-indigena-no-sul-de-minas\/","title":{"rendered":"Entre mem\u00f3ria e pertencimento, projeto desenvolvido por estudante da UNIFAL-MG d\u00e1 visibilidade ao Museu de Arqueologia Ind\u00edgena no Sul de Minas"},"content":{"rendered":"\n<p>Trabalho articula mem\u00f3ria, oralidade e identidade a partir de hist\u00f3rias locais de Carmo do Rio Claro-MG, onde o museu est\u00e1 localizado<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/category\/destaque\/\">Destaque<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/2026\/04\/30\/\"><time>30\/04\/2026<\/time><\/a><\/li>\n\n\n\n<li>16:32<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/author\/ana-araujo\/\">Ana Carolina Ara\u00fajo<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/machadinhas-museu-indigena-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-127394\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Machadinhas s\u00e3o alguns dos objetos encontrados que fazem parte do acervo no Museu de Arqueologia Ind\u00edgena Ant\u00f4nio Adauto Leite. (Foto: Arquivo\/J\u00falia Mendon\u00e7a)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A valoriza\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria ind\u00edgena no Sul de Minas \u00e9 o foco de um projeto desenvolvido por uma estudante do curso de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.unifal-mg.edu.br\/graduacao\/cursos\/?sitecurso=43&amp;cursoid=2278004\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Letras \u2013 L\u00edngua Portuguesa (Bacharelado)<\/a>&nbsp;da UNIFAL-MG, que busca dar visibilidade ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/cadastro.museus.gov.br\/museus\/museu-de-arqueologia-indigena-adauto-leite\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Museu de Arqueologia Ind\u00edgena Ant\u00f4nio Adauto Leite (MUARI)<\/a>, em Carmo do Rio Claro-MG.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright is-resized\" id=\"attachment_127386\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Julia-Vitoria-Mendonca.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Julia-Vitoria-Mendonca.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-127386\" style=\"width:357px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">J\u00falia Vit\u00f3ria Mendon\u00e7a \u2013 estudante do curso de Letras \u2013 L\u00edngua Portuguesa (Bacharelado) e autora do projeto. (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Idealizada por J\u00falia Vit\u00f3ria Mendon\u00e7a, a proposta foi desenvolvida como trabalho de semin\u00e1rio da disciplina \u201cEstudos de Literatura e Cinema\u201d, ministrada pelo professor \u00cdtalo Oscar Riccardi Le\u00f3n, e se insere na interface entre literatura, cinema documental e mem\u00f3ria coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da an\u00e1lise do document\u00e1rio&nbsp;<em>Hist\u00f3rias de Quando a \u00c1gua Chegou<\/em>, produ\u00e7\u00e3o vinculada a um projeto de extens\u00e3o da Universidade e de materiais relacionados, a estudante buscou compreender como narrativas orais e audiovisuais contribuem para preservar hist\u00f3rias locais, especialmente aquelas impactadas pela constru\u00e7\u00e3o da Usina de Furnas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo J\u00falia Mendon\u00e7a, o trabalho nasce de um v\u00ednculo direto com o territ\u00f3rio e com as mem\u00f3rias da comunidade. \u201cA escolha deste tema partiu de um interesse pessoal e afetivo, pois trata-se de um projeto que pretendo continuar desenvolvendo, ligado diretamente \u00e0 hist\u00f3ria das minhas terras e \u00e0s mem\u00f3rias de pessoas da regi\u00e3o. Registrar e analisar essas narrativas \u00e9 uma forma de valorizar as vozes locais que muitas vezes s\u00e3o esquecidas ou silenciadas\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para desenvolver o projeto, J\u00falia Mendon\u00e7a coletou depoimentos, investigou a mem\u00f3ria ind\u00edgena na regi\u00e3o e analisou o papel de espa\u00e7os culturais, como o museu, na preserva\u00e7\u00e3o dessas hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mem\u00f3ria ind\u00edgena e vest\u00edgios do territ\u00f3rio<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft is-resized\" id=\"attachment_127387\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Antonio-Adauto-e-Suzana.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Antonio-Adauto-e-Suzana.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-127387\" style=\"aspect-ratio:1.0114835865908827;width:321px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ant\u00f4nio Adauto e sua filha, Suzana de Ara\u00fajo Leite Hervas, durante a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio no audit\u00f3rio Le\u00e3o de Faria e homenagem que ele recebeu na sede da UNIFAL-MG, em dezembro de 2016. (Foto: Arquivo\/Dicom)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao longo da pesquisa, a estudante se debru\u00e7ou sobre a trajet\u00f3ria de Ant\u00f4nio Adauto Leite, respons\u00e1vel por reunir o acervo que deu origem ao museu. Considerado um guardi\u00e3o da mem\u00f3ria local, ele dedicou mais de cinco d\u00e9cadas \u00e0 coleta de vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos encontrados, principalmente, nas margens da represa de Furnas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO acervo do museu foca na cultura dos \u00edndios Catu-au\u00e1\/Cataguases e Tupi-guaranis da regi\u00e3o, tendo sua origem diretamente ligada \u00e0 trajet\u00f3ria de vida de seu fundador, Ant\u00f4nio Adauto Leite, cuja atua\u00e7\u00e3o foi fundamental para a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria ind\u00edgena regional\u201d, relata J\u00falia Mendon\u00e7a na descri\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as 3 mil pe\u00e7as que podem ser conferidas no museu est\u00e3o potes cer\u00e2micos, utens\u00edlios, ferramentas e outros objetos que evidenciam a presen\u00e7a de povos ind\u00edgenas na regi\u00e3o muito antes das transforma\u00e7\u00f5es provocadas pela constru\u00e7\u00e3o da usina.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright is-resized\" id=\"attachment_127388\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/museu.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/museu.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-127388\" style=\"width:370px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Museu de Arqueologia Ind\u00edgena Ant\u00f4nio Adauto Leite (MUARI) em Carmo do Rio Claro-MG. (Foto: Arquivol\/J\u00falia Mendon\u00e7a)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Esses vest\u00edgios, segundo a an\u00e1lise do trabalho, funcionam como testemunhos materiais de comunidades que tiveram parte de sua hist\u00f3ria apagada pela inunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas sobre o museu, J\u00falia Mendon\u00e7a fez registros fotogr\u00e1ficos do acervo e coletou depoimentos, como o de Suzana Ara\u00fajo Leite Hervas, filha de Ant\u00f4nio Adauto Leite, respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO legado do meu pai \u00e9 de um valor imensur\u00e1vel\u201d, afirma Suzana Leite.&nbsp;\u201cGuardar mem\u00f3rias \u00e9 ter conhecimento da nossa hist\u00f3ria, da nossa evolu\u00e7\u00e3o. \u00c9 algo essencial\u201d, ressalta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft is-resized\" id=\"attachment_106298\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/italo.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/italo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-106298\" style=\"aspect-ratio:1.7894674486108644;width:338px;height:auto\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00cdtalo Oscar Riccardi Le\u00f3n \u2013 professor do curso de Letras, respons\u00e1vel pela disciplina que originou o projeto. (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para o professor \u00cdtalo Le\u00f3n, respons\u00e1vel pela disciplina que originou o projeto e coordenador do document\u00e1rio de 2015, o trabalho de J\u00falia Mendon\u00e7a se destaca por ir al\u00e9m da proposta acad\u00eamica e se transformar em um reencontro com suas pr\u00f3prias ra\u00edzes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom esp\u00edrito sens\u00edvel, emotivo e de pesquisadora, a J\u00falia elaborou uma proposta de investiga\u00e7\u00e3o que busca n\u00e3o apenas ressignificar o v\u00eddeo\/document\u00e1rio, mas tamb\u00e9m abordar quest\u00f5es relacionadas \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 sua preserva\u00e7\u00e3o\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO trabalho d\u00e1 continuidade e amplia as narrativas originadas pela inunda\u00e7\u00e3o da barragem de Furnas, incluindo aspectos ligados \u00e0 presen\u00e7a ind\u00edgena na regi\u00e3o, muitas vezes pouco estudada ou at\u00e9 esquecida, e ao papel do Museu de Arqueologia Ind\u00edgena Ant\u00f4nio Adauto Leite (MUARI) como espa\u00e7o de resgate\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Acesse o material do projeto em&nbsp;<a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Tributo-ao-Museo-do-Indio_abr26.pdf\">Tributo e mem\u00f3ria: O Museu de Arqueologia Ind\u00edgena Ant\u00f4nio Adauto Leite (MUARI), localizado no Sul de Minas Gerais<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-grid wp-container-core-group-is-layout-478b6e6b wp-block-group-is-layout-grid\">\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/objetos-museu-indigena.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/objetos-museu-indigena-415x250.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/objetos-museu-indigena4.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-5\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/objetos-museu-indigena4-415x250.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/objetos-museu-indigena5.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-6\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/objetos-museu-indigena5-415x250.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/objetos-museu-indigena6.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-7\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unifal-mg.edu.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/objetos-museu-indigena6-415x250.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<p>(Fotos: Arquivo\/J\u00falia Mendon\u00e7a)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho articula mem\u00f3ria, oralidade e identidade a partir de hist\u00f3rias locais de Carmo do Rio Claro-MG, onde o museu est\u00e1 localizado A valoriza\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria ind\u00edgena no Sul de Minas \u00e9 o foco de um projeto desenvolvido por uma estudante do curso de&nbsp;Letras \u2013 L\u00edngua Portuguesa (Bacharelado)&nbsp;da UNIFAL-MG, que busca dar visibilidade ao&nbsp;Museu de Arqueologia 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