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Ato simbólico marca fixação das placas dos auditórios da Escola de Enfermagem em homenagem a professoras que marcaram a história do curso

Nomeação dos auditórios preserva a memória e o legado das professoras Rosane Garcia de Araújo Ribeiro e Osmailde Lacerda Pedreira

A professora Rosane Garcia de Araújo Ribeiro dá nome ao auditório R-101 e a professora Osmailde Lacerda Pedreira ao auditório R-102 da Escola de Enfermagem, na sede da Universidade, em Alfenas. (Foto: Ana Carolina Araújo/Dicom)

“Celebramos hoje não apenas um espaço acadêmico de ensino, pesquisa e extensão, mas também a construção histórica dessas duas professoras” afirmou a professora Cristiane Aparecida Silveira Monteiro, diretora da Escola de Enfermagem da UNIFAL-MG, durante o ato simbólico de fixação das placas dos auditórios do prédio R, do campus sede, realizado nesta segunda-feira, 9 de março.

Os espaços, inaugurados oficialmente durante a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, em 12 de fevereiro, homenageiam duas docentes que marcaram a história da Escola de Enfermagem: a professora Rosane Garcia de Araújo Ribeiro e a professora Osmailde Lacerda Pedreira.

A nomeação dos auditórios foi aprovada pela Resolução nº 41, de 29 de maio de 2024, do Conselho Universitário (Consuni), como forma de reconhecer a contribuição das professoras para a formação de profissionais e para a consolidação da Escola de Enfermagem ao longo de sua trajetória institucional. A professora Rosane Garcia de Araújo Ribeiro dá nome ao auditório R-101 e a professora Osmailde Lacerda Pedreira, ao auditório R-102.

Nomeação dos auditórios é uma forma de reconhecer a contribuição das professoras para a formação de profissionais e para a consolidação da Escola de Enfermagem ao longo de sua trajetória institucional. (Fotos: Ana Carolina Araújo/Dicom)

Para a professora Cristiane Monteiro, a homenagem também representa um gesto de valorização do papel das mulheres na construção da própria Universidade. Segundo ela, nomear espaços acadêmicos com o nome de professoras é uma forma de tornar visível a contribuição feminina na história da Instituição. “Precisamos lembrar que a mulher foi sempre invisibilizada na história da humanidade. Muitos feitos de mulheres nunca foram nomeados adequadamente. A mulher sempre ficou numa posição de ajuda, de auxílio, em uma posição escondida”, enfatizou.

Profa. Cristiane Aparecida Silveira Monteiro – diretora da Escola de Enfermagem. (Foto: Ana Carolina Araújo/Dicom)

“Colocar o nome de duas pessoas tão importantes para a Escola de Enfermagem aqui, é reconhecer um legado feminino. É reconhecer que essa Escola foi, é e vai continuar sendo escrito por pessoas, mas que as mulheres têm um papel preponderante fundamental na história da construção da Universidade”, acrescentou a diretora da Escola de Enfermagem, destacando ainda que o momento ganha significado especial no ano em que o curso de Enfermagem celebra 50 anos de criação.

Durante a cerimônia, o reitor, professor Sandro Amadeu Cerveira, ressaltou o papel histórico da Escola de Enfermagem na formação e no desenvolvimento da Universidade.

Prof. Sandro Amadeu Cerveira – reitor da UNIFAL-MG. (Foto: Ana Carolina Araújo/Dicom)

“A UNIFAL-MG não seria a UNIFAL-MG sem a Escola de Enfermagem. Ela tem um papel preponderante no nascimento da Instituição e na produção de conhecimento ao longo de sua história”, destacou.

O reitor também enfatizou que homenagear docentes que fizeram parte dessa trajetória significa reconhecer a contribuição de quem construiu os alicerces da Universidade.

“Homenagear nossas colegas é também homenagear aqueles e aquelas que nos antecederam e que criaram as bases para que pudéssemos avançar. O tempo que elas dedicaram a esta Instituição se mistura com a própria história da Universidade”, afirmou.

Memória e gratidão das famílias

Beatriz Garcia de Araújo – irmã da professora Rosane Garcia de Araújo Ribeiro. (Foto: Ana Carolina Araújo/Dicom)

Presentes na cerimônia, familiares das professoras homenageadas compartilharam palavras de agradecimento e lembranças sobre suas trajetórias. Beatriz Garcia de Araújo, irmã da professora Rosane Garcia de Araújo Ribeiro e servidora aposentada da UNIFAL-MG, destacou a emoção da família ao receber a homenagem.

Segundo ela, Rosane teve uma trajetória dedicada à Instituição e deixou uma lembrança afetiva entre colegas e familiares.

“Primeiro, eu queria dizer que a Rosane, além de minha irmã, era minha colega de trabalho. Eu estava no NTI e ela aqui na Enfermagem. Trabalhamos juntas por dois anos. Após quase 30 anos, é uma surpresa para a gente. Ficamos extremamente satisfeitos com essa homenagem. Gostaria de agradecer em nome da minha família e em nome dos filhos da Rosane”, afirmou.

Leonora Souza Lacerda Ferreira – irmã da professora Osmailde Lacerda Pedreira. (Foto: Ana Carolina Araújo/Dicom)

Também presente no evento, Leonora Souza Lacerda Ferreira, irmã da professora Osmailde Lacerda Pedreira, ressaltou o orgulho da família em ver reconhecido o legado da docente.

“Falar da Osmailde é muito fácil, porque ela foi uma pessoa maravilhosa. Todos que a conheceram podem testemunhar isso. Foi uma surpresa maravilhosa receber o convite para participar dessa homenagem”, disse.

Quem foram as professoras homenageadas

As docentes que dão nome aos auditórios marcaram a história da Escola de Enfermagem da UNIFAL-MG com dedicação ao ensino e à formação de profissionais que hoje atuam em diferentes regiões do país.

Rosane Garcia de Araújo (in memoriam). (Foto: Arquivo/Beatriz Araújo)

A professora Rosane Garcia de Araújo Ribeiro integrou o corpo docente da Instituição entre 1983 e 1996. Reconhecida por seu comprometimento com o ensino e com a formação de estudantes, atuou nas áreas de Clínica Cirúrgica e Clínica Neuropsiquiátrica.

Sua carreira foi interrompida precocemente após sofrer um aneurisma cerebral, aos 40 anos, deixando uma memória de cuidado, responsabilidade e contribuição para a consolidação da área na Universidade.

Osmailde Lacerda Pedreira (in memoriam). (Foto: Arquivo/Carolina Pedreira)

Já a professora Osmailde Lacerda Pedreira atuou como docente nas disciplinas de Enfermagem Pediátrica e Nutrição e Dietética, entre 1981 e 1995.

Natural do Norte do país, do estado de Tocantins, veio para Alfenas na década de 1980 para cursar Enfermagem e, após sua formação, passou a integrar o corpo docente da então Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas (EFOA).

Ao longo de sua trajetória, destacou-se pela dedicação ao ensino e pelo vínculo com estudantes e colegas. Faleceu aos 50 anos, após enfrentar um câncer.

Docentes da Escola de Enfermagem, familiares das homenageadas e reitor em registro feito na fachada no prédio. (Foto: Ana Carolina Araújo/Dicom)

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