Projeção na cúpula do Museu Nacional da República, em Brasília, homenageia esses animais, essenciais para o equilíbrio ambiental e a segurança alimentar

Brasília, 20 de maio de 2026 – Um terço da produção mundial de alimentos depende das abelhas, mas esses polinizadores, tão essenciais para a saúde dos ecossistemas e para a segurança alimentar, estão ameaçados. Para chamar a atenção da sociedade sobre o desafio de proteger, conservar e multiplicar os insetos polinizadores, o projeto Proteção de Insetos Polinizadores na América Latina e Caribe (Poli-LAC) promove hoje, Dia Mundial das Abelhas, uma projeção de imagens especiais na cúpula do Museu da República, em Brasília, a partir das 19 horas.
Embora quase sempre sejam lembradas pelo mel que produzem, a função das abelhas na natureza vai muito além disso: a maior importância ecológica desses insetos está relacionada à polinização.
O pouso das abelhas de flor em flor transporta grãos de pólen e promove a fertilização que levará à formação de frutas e legumes. Os serviços de polinização prestados pelas abelhas garantem maior variedade genética das plantas e mais biodiversidade, além de ampliar a resistência da flora à ação de insetos e pragas, ajudando a manter o equilíbrio da natureza.
Se as abelhas sumissem hoje, a produção agrícola e a segurança alimentar do planeta estariam ameaçadas: um terço da produção mundial de alimentos depende das abelhas!
Em uma escala mundial, cerca de 75% dos principais cultivos necessitam dos serviços ecossistêmicos de polinização e entre 78% e 94% da flora silvestre depende de polinizadores para a sua reprodução. No Brasil, 76% das espécies de plantas usadas como alimentos dependem da polinização.
Calcula-se que haja cerca de três mil espécies de abelhas no Brasil. Até 2007, quase duas mil espécies foram identificadas, incluindo cerca de 300 tipos diferentes de abelhas sem ferrão. Dentre as abelhas brasileiras, um número expressivo é representado pelas chamadas abelhas solitárias, que são aquelas que não se organizam em colmeias e não produzem mel, mas também são essenciais para a polinização.
Apesar de sua importância, os insetos polinizadores estão em risco. Há uma percepção global de que a população de polinizadores está em declínio. Fatores como poluição, desmatamento, uso incorreto de defensivos e mudanças climáticas ameaçam a existência desses pequenos insetos, cujos serviços ambientais geram imensos impactos na vida terrestre. Iniciativas como o Poli-LAC ajudam a conservá-los e a monitorá-los.
“As abelhas são pequenas guardiãs da vida: mais de um terço dos alimentos que consumimos depende da polinização que elas realizam. Neste Dia Mundial das Abelhas, lembrar de protegê-las é também cuidar da biodiversidade, da agricultura e do nosso futuro. Temos grande satisfação em apoiar, junto ao Brasil, essa agenda tão importante, por meio da Cooperação no âmbito da Iniciativa Internacional para o Clima.” Timon Lepold, Adido de Assuntos Ambientais e Climáticos da Embaixada da Alemanha no Brasil
“Quando falamos sobre proteger os polinizadores, estamos falando também sobre proteger a produção de alimentos e a biodiversidade. Nos últimos anos, observamos um declínio das populações de abelhas e outros insetos polinizadores em diferentes partes do mundo, o que representa uma ameaça para a segurança alimentar e para a produção agrícola. Por isso, Brasil e Alemanha trabalham juntos para fortalecer ações de conservação e ampliar o conhecimento sobre a importância desses insetos”. André Lammerding-Berdau, diretor do Programa Biosfera (GIZ).
Sobre o projeto: O Poli-LAC busca fortalecer a proteção e o uso sustentável de insetos polinizadores, garantindo que eles continuem a trazer benefícios para a natureza, os meios de subsistência locais, a segurança alimentar e a adaptação à mudança do clima. Para isso, apoia atores governamentais e não governamentais a ampliar suas práticas de gestão e governança para proteger os insetos polinizadores e seus serviços ecossistêmicos. O projeto é implementado em cinco países da América Latina: Costa Rica, México, Paraguai, Peru e Brasil, cuja região piloto é a Chapada Diamantina, hotspot de biodiversidade.
No Brasil, o projeto Proteção de Insetos Polinizadores na América Latina e no Caribe (Poli-LAC) é implementado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (@mapa_brasil), e financiado pelo Ministério Federal Alemão do Meio Ambiente, Proteção Climática, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear (BMUKN) como parte da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI).
Conta com o apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), da Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador (REBIPP), da Fundação de Apoio à Cultura, Ensino, Pesquisa e Extensão de Alfenas (FACEPE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do Governo do Estado da Bahia.
Sobre o Dia Mundial da Abelhas: O 20 de maio foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e é celebrado nesta data desde 2018 para destacar a importância vital das abelhas e outros polinizadores para a segurança alimentar, a agricultura e a biodiversidade. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do esloveno Anton Janša, pioneiro da apicultura moderna.
Entrevistas: Representantes da Embaixada da Alemanha no Brasil, da GIZ Brasil e do projeto Poli-LAC estão disponíveis para entrevistas sobre polinizadores, biodiversidade e cooperação Brasil-Alemanha na agenda climática.
Contatos de imprensa do projeto Poli-LAC
IICA: Cláudia Dianni claudia.dianni@gmaillcom (61) 99138 4898
GIZ: Elisa Malta elisa.malta@giz.de (61) 98161-9781
Serviço: Projeção especial do Dia Mundial das Abelhas
Museu da República, Brasília
20 de maio de 2026, a partir das 19h






