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Pesquisa sobre controle da dor pós-operatória em cirurgias do pé e tornozelo conquista 1º lugar em congresso mineiro de ortopedia

Ensaio clínico realizado por docente do curso de Medicina da UNIFAL-MG avaliou estimulação magnética periférica repetitiva em pacientes submetidos a cirurgias na Santa Casa de Alfenas

Eli Ávila Souza Júnior – médico e professor do curso de Medicina da UNIFAL-MG durante a apresentação do estudo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma pesquisa desenvolvida no Laboratório de Neurociência, Neuromodulação e Estudo da Dor (LANNED) da UNIFAL-MG conquistou o 1º lugar entre os trabalhos científicos apresentados no 25º Congresso Mineiro de Ortopedia e Traumatologia (CMOT), em Ouro Preto-MG. O estudo, conduzido pelo médico e professor Eli Ávila Souza Júnior, docente do curso de Medicina da Universidade, avaliou o efeito da estimulação magnética periférica repetitiva no controle da dor após cirurgias do pé e tornozelo.

A pesquisa integra o doutorado de Eli Souza Júnior em Ciências da Cirurgia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e foi desenvolvida entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025, com 67 pacientes submetidos a cirurgias do pé e tornozelo na Santa Casa de Alfenas.

Intitulado Efeito da estimulação magnética periférica repetitiva do controle da dor pós-operatória das cirurgias do pé e tornozelo” – Ensaio Clínico, Controlado e Randomizado, o trabalho é assinado por Eli Souza Júnior, em parceria com Laura Pereira Generoso, Gabrielly Santos Pereira, Marcelo Lourenço da Silva e Alberto Cliquet Júnior.

Conforme o pesquisador, o estudo partiu da busca por alternativas não farmacológicas para o manejo da dor após procedimentos cirúrgicos no pé e tornozelo, tendo em vista que a dor pós-operatória pode comprometer a recuperação funcional e aumentar a necessidade do uso de medicamentos analgésicos, incluindo opioides.

O autor comenta que a estimulação magnética periférica repetitiva foi investigada como uma alternativa potencialmente segura e não invasiva. “O estudo buscou avaliar, de forma científica e controlada, se essa intervenção poderia reduzir a dor e o consumo de analgésicos no período pós-operatório”, diz. 

Ensaio clínico acompanhou 67 pacientes

Para investigar o efeito da intervenção, a pesquisa foi estruturada como um ensaio clínico controlado, randomizado e duplo-cego. Os 67 participantes foram distribuídos entre um grupo experimental e um grupo controle e acompanhados depois das cirurgias.

Entre os aspectos avaliados estiveram a dor, o consumo de analgésicos e opioides, bem como outros desfechos clínicos. Os participantes do grupo experimental receberam cinco sessões de estimulação magnética periférica repetitiva, realizadas no Laboratório de Neurociência, Neuromodulação e Estudo da Dor da Universidade.

Ao final do acompanhamento, os resultados obtidos nos dois grupos foram analisados e comparados para avaliar o efeito da intervenção sobre o controle da dor pós-operatória. A pesquisa contou ainda com a participação de pesquisadores e colaboradores envolvidos no desenvolvimento do estudo e da equipe assistencial responsável pelo atendimento aos pacientes na Santa Casa de Alfenas.

Premiação reconhece pesquisa desenvolvida na UNIFAL-MG

Registro da premiação durante o congresso em Ouro Preto. (Foto: Arquivo Pessoal)

O reconhecimento da qualidade e da importância do trabalho ocorreu no congresso realizado no Hotel Vila Galé Collection em Ouro Preto, entre os dias 13 a 15 de agosto de 2026.

Entre os temas abordados no encontro estiveram avanços no manejo de fraturas e lesões complexas no trauma, inovações no diagnóstico e tratamento de doenças crônicas, aplicações de ortobiológicos, incluindo terapias celulares e regenerativas, e estratégias para o controle da dor.

O pesquisador associa a premiação do estudo à relação entre o objeto investigado e os desafios encontrados na assistência ortopédica.

“O estudo aborda uma questão de grande relevância na prática ortopédica, buscando alternativas não farmacológicas para o manejo da dor pós-operatória e a redução do consumo de opioides”, ressalta.

Para Eli Souza Júnior, o prêmio representa também um reconhecimento ao trabalho científico desenvolvido na Universidade. “O reconhecimento no 25º Congresso Mineiro de Ortopedia e Traumatologia evidencia a contribuição da Universidade para a pesquisa clínica e para o desenvolvimento de novas estratégias aplicáveis à assistência aos pacientes”, compartilha.

A publicação do estudo premiado pode ser conferida neste link 

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