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Consumo de papel na UNIFAL-MG cai mais de 40% após implantação do Sistema Eletrônico de Informações, indica estudo

Pesquisa de mestrado, que analisou dados institucionais entre os anos de 2012 e 2024, mostrou que adoção do SEI transformou a gestão administrativa da Universidade

Imagem ilustrativa. (Foto: Arquivo/Dicom)

A implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) na UNIFAL-MG provocou uma transformação profunda na rotina administrativa e também mensurável do ponto de vista ambiental. É isso que mostra a pesquisa de mestrado Economia Ambiental e Mudanças de Hábitos: Avaliação do Impacto da Redução do Uso do Papel após a Implantação do Sistema Eletrônico de Informações – SEI, desenvolvida pela servidora técnica Daniela Ketryn Pereira Machado, junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA).

Orientada pelos professores Debora Zumkeller Sabonaro e Breno Régis Santos, do Instituto de Ciências da Natureza (ICN), a pesquisadora avaliou como a transição de processos administrativos físicos para digitais contribuiu para a sustentabilidade da Instituição.

Daniela Ketryn – servidora técnica e autora da pesquisa. (Foto: Arquivo/Dicom)
Debora Zumkeller Sabonaro – professora e orientadora da pesquisa. (Foto: Arquivo Pessoal)
Breno Régis Santos – professor e coorientador da pesquisa. (Foto: Arquivo Pessoal)

Os resultados apontaram para uma redução significativa no consumo de papel, que chegou a 63,6% durante a pandemia de covid-19 e se manteve em torno de 40,4%, mesmo em períodos sem restrições.

A análise foi feita a partir de dados institucionais sobre consumo de papel no período entre 2012 e 2024, extraídos do sistema do Almoxarifado Central da UNIFAL-MG, que registra todas as compras e retiradas de papel para consumo institucional. Esse período abrange três fases distintas: o período anterior à implantação do SEI (2012-2017), o ano de transição (2018) e o período após a consolidação do sistema (2019-2024).

O estudo também indicou economia acumulada no período, que ultrapassou R$ 68 mil. Em termos ambientais, a redução no consumo de papel pode ter evitado o corte de mais de 60 árvores.

Gráfico da série temporal do consumo de papel com a taxa global expressa o consumo médio de papel ajustado à população institucional. (Fonte: Reprodução/Dissertação Daniela Ketryn)

Segundo Daniela Ketryn, esses dados confirmam uma mudança estrutural nos processos administrativos. “Os resultados apontam uma redução significativa no consumo de papel após a adoção do SEI, evidenciando ganhos em economia de recursos e sustentabilidade institucional”, ressalta.

A pesquisa também se conecta a quatro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU. “A análise contribui para a compreensão de como práticas digitais podem alinhar-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, ao promover consumo responsável (ODS 12), mitigar impactos climáticos associados ao uso de recursos (ODS 13), reduzir pressões indiretas sobre ecossistemas terrestres (ODS 15) e fortalecer estruturas institucionais mais eficientes e transparentes no âmbito da gestão pública (ODS 16)”, observa.

Daniela Ketryn recebeu o diploma do mestrado em Ciências Ambientais das mãos do reitor – o professor Alessandro Antônio Costa Pereira, na tarde desta quinta-feira, 16 de abril. (Foto: Dicom/UNIFAL-MG)

De acordo com a autora, a pesquisa nasce de uma experiência que combina vivência profissional e interesse científico. Inserida no cotidiano administrativo da Universidade, Daniela Ketryn acompanhou de perto a transição dos processos físicos para os digitais, um movimento que, inicialmente percebido na prática, se transformou em objeto de investigação.

“Como servidora inserida no contexto administrativo da Instituição, foi possível acompanhar a transição gradual de processos físicos, fortemente dependentes do uso de papel, para fluxos documentais digitais”, conta.

“Essa mudança institucional despertou o interesse em compreender se a digitalização administrativa, além de promover ganhos de eficiência e agilidade, também poderia gerar impactos mensuráveis na redução do consumo de papel e, consequentemente, na sustentabilidade ambiental da Instituição”, completa.

A dissertação de Daniela Ketryn foi defendida em fevereiro de 2026 e está disponível para acesso na íntegra no Repositório Institucional, neste link.

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